• English (UK)
  • +351 217 214 129
  • Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Referendo Britânico - Hayek teria votado para ficar

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Para conjeturar qual teria sido a posição de Hayek no referendo britânico sobre a UE e sobre o estado atual do projeto europeu, mais genericamente, é instrutivo considerar a sua biografia.

Para conjeturar qual teria sido a posição de Hayek no referendo britânico sobre a UE e sobre o estado atual do projeto europeu, mais genericamente, é instrutivo considerar a sua biografia. A primeira metade da longa vida de Hayek foi caracterizada pelo desenrolar constante da ordem liberal na qual ele tinha nascido. Em 1899, a Europa estava praticamente sem fronteiras, com apenas um punhado de países mais subdesenvolvidos, como a Rússia e o Império Otomano, a requerer os passaportes nas suas fronteiras. Era um mundo de comércio livre, imigração em grande escala, baixa tributação e pouca regulação dos assuntos privados e um elevado nível de inovação cultural.

Tudo isso desapareceu quando a obra mais popular de Hayek, O Caminho para a Servidão, foi publicada, em 1944. A sua terra-natal, a Áustria-Hungria, uma monarquia multinacional, poliglota, cosmopolita e – no final do século XIX – liberal foi dissolvida e substituída por Estados-nação, muitos deles produto de desígnio humano nas várias conferências de paz. A Primeira Guerra Mundial interrompeu a expansão do comércio mundial, enquanto a Grande Depressão viu desafiado o consenso em torno da política monetária – o padrão-ouro – e da política económica – laissez-faire – e depois substituído por abordagens mais intervencionistas. Finalmente, a Revolução Russa de 1917, a ascensão ao poder dos fascistas de Mussolini em Itália e a eleição de Hitler em 1933, todos estes acontecimentos introduziram formas de governos socialistas em grande parte da Europa.

Estes eventos e o horror da Segunda Guerra Mundial moldaram os desenvolvimentos do pós-guerra. Por um lado, o planeamento do governo de uma parte significativa da atividade económica era considerado um dado adquirido. Este foi o caso mesmo nas economias “livres” do Ocidente, que competiam por domínio intelectual e político com os países comunistas não-livres. Por outro lado, foram criadas instituições – GATT, FMI e ONU – numa tentativa deliberada para promover a paz, evitar as políticas económicas prejudiciais do período pós-guerra e encorajar relações mutuamente benéficas entre países.


1000 Caracteres remanescentes


Agradecemos o amável e generoso apoio dos nossos patrocinadores:

Logo Jerónimo Martins

Logo Fundação Calouste Gulbenkian

Logo Grupo José de Mello

logo ucp iep lisboa

Mais informações

Para mais informações em relação a patrocínios, por favor clique aqui para aceder ao formulário.

© 2022 Nova Cidadania. All Rights Reserved.
Desenvolvimento Angulo Sólido

Please publish modules in offcanvas position.