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Populismo vs. Pós-democracia

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No meio, a democracia luta por espaço.

“Há um espectro que assombra a Europa”, grita uma manchete num recente número especial do Journal of Democracy (uma sóbria publicação editada pelo National Endowment for Democracy americano) que analisa a ascensão dos partidos políticos à esquerda e à direita do mainstream europeu. Os europeus ficam normalmente ou alarmados ou desconfiados com a preocupação americana com o destino da democracia, mas, desta vez, a opinião liberal em ambos os lados da “Lagoa” ecoa em uníssono: o populismo é uma ameaça à democracia.

A abordagem do Journal é mais variada e subtil que isso. É também um útil compêndio de todos os partidos, políticas e histórias que podem ser incluídas no vasto baú do populismo. Um artigo principal, de Takis S. Pappas, um teórico político grego residente na Hungria, lista 22 partidos diferentes a que ele cautelosamente chama “desafiadores da democracia liberal”. O autor divide-os em três categorias: antidemocratas, ativistas e populistas. (Todos são commumente denominados de populistas nos meios de comunicação europeus e americanos). Ele enumera, de uma forma muito útil (e para minha ligeira surpresa), que sete destes partidos ganharam poder em coligação, outros quatro sozinhos, e que todos menos os anti-democratas estão ou “isolados em oposição” ou “extintos” (o BNP).


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