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José Manuel Durão Barroso

José Manuel Durão Barroso

Antigo presidente da Comissão Europeia, Director do Centro de Estudos Europeus do IEP-UCP, Conselho Editorial Nova Cidadania

Antigo presidente da Comissão Europeia lembra o longo caminho de trabalho comum com o falecido embaixador, iniciado em 1987 e que se prolongou até aos tempos em que liderou a União Europeia. Durão Barroso realça a sua vasta cultura e o intelecto cético.


 

Obituário - Leonardo Mathias (1936-2020)

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A morte tem sempre qualquer coisa de inesperado, mesmo para quem como ele, há muito ausente e debilitado, dela parecia estar próximo.

Sim, tão aquém do que fora! Tão diferente do meu irmão de sempre que eu teimava em querer reencontrar de cada vez que nos acontecia estarmos juntos. Sorria-me com um sorriso parado e nada dizia. Apenas sorria. E eu deixava-me ficar a seu lado. Ao Leonardo se aplica com toda a propriedade a formulação feliz de um diplomata brasileiro: “Na diplomacia, o traço todo da vida”, 1 porquanto também nela se encontrou e plenamente se realizou. Entrou para o MNE muito cedo, logo após a universidade, e aí descobriu, a par de uma verdadeira vocação, a sua razão de ser. De facto, amava a diplomacia em toda a sua multifacetada dimensão, incluindo ritos e tradições, e dela soube extrair o essencial em termos pessoais e profissionais. Com entusiasmo, empenho, lucidez, uma lucidez lúdica tão a seu modo, espécie de desafiante jovialidade. A tudo, aliás, se entregava com alegria sem, contudo, jamais perder o sentido da medida. Em definitivo, ser diplomata, estar na diplomacia, representar o Estado português, foi para ele o modo mais eloquente de servir o país. De o valorizar, distinguir, afirmar. Ao lado dos outros, ou, se necessário, contra eles. Como dizê-lo? A diplomacia vivida como expressão sublimada do sentimento patriótico. Era isto ou qualquer coisa de muito parecido com isto que o animou ao longo de todo o seu percurso. Há convicções que são fidelidades. Politicamente conservador e eminentemente europeu pelo espírito, as referências, a cultura, a sua própria vivência – as suas cidades eram Roma, Madrid, Paris, Genebra – tinha uma autêntica paixão pelo mundo da política internacional, que conhecia em pormenor, os quês e os porquês, as crises e os protagonistas, os cantos e recantos, se assim me posso exprimir. Bastava percorrer as estantes da sua biblioteca para disso nos apercebermos. Acima de tudo, o Leonardo era um homem bom. Sem ódios ou invejas. Sem mesquinhezes, tão-pouco.


 

Obituário - Maria de Sousa - Ciência e Cidadania

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Maria de Sousa (1939-2020) foi uma médica, bióloga e mulher de cultura e de ciência de exceção, que nos deixou vítima do terrível COVID-19. Ensaísta de mérito, escreveu “Meu Dito, Meu Escrito” (Gradiva, 2014), onde se encontra a força e a alegria da sua personalidade única.

Maria de Sousa (1939-2020) foi uma médica, bióloga e mulher de cultura e de ciência de exceção, que nos deixou vítima do terrível COVID-19. Ensaísta de mérito, escreveu “Meu Dito, Meu Escrito” (Gradiva, 2014), onde se encontra a força e a alegria da sua personalidade única. Era Professora Emérita da Universidade do Porto e fez um brilhante percurso internacional no Reino Unido (onde foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian) e nos Estados Unidos. Encontrei sempre em Maria de Sousa, que conheci em 1985, através de Mário Soares, o genuíno entusiasmo de quem procura em cada momento o modo de chegar à dignidade humana pela vida, pelas ideias, pelo entendimento da complexidade, pela compreensão de que a descoberta corresponde ao sentido crítico e ao permanente inconformismo. Daí dar tanta importância ao desassossego, que nos leva ao exemplo, à aprendizagem e à experiência. Em 1966 tornou-se notada ao publicar no “Journal of Experimental Medicine” e na “Nature” dois artigos relatando descobertas fundamentais em imunologia na sequência de estudos realizados nos laboratórios do “Experimental Biology do Imperial Cancer Research Fund” em Mill Hill (Londres).


 

Open Day - A Aliança Transatlântica e os Desafios à Democracia - Cimeira das Democracias

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Aqui, no IEP, todos temos voz, não apenas alguns – e todos somos educados numa atmosfera de conversação aberta, informada e civilizada

Em nome do IEP-UCP, gostaria de dar as boas vindas a todos e agra- decer a vossa presença no Open Day do IEP – A Cimeira das Demo- cracias.

Voltarei a estar convosco mais logo, na ‘Aula Aberta’ e por isso não gostaria de abusar da vossa amável atenção.

Apenas gostaria de dizer que não é por acaso que o Open Day do IEP constitui uma simulação de uma Cimeira das Democracias.


 

Open Day - Uma Cimeira para a Democracia

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Uma tarde muito singular, em que podem passar algumas horas “na” Universidade - e participar com voz própria no grande debate sobre a Democracia

É já hoje, dia 5 de Junho, entre as 14.30h e as 18:30h, que o Instituto de Estudos Políticos vai organizar a sua tradicional “Cimeira das Democracias”, dedicada este ano ao tema A Aliança Transatlântica e os Desafios à Democracia. Mas o que é esta “Cimeira”?

A Cimeira das Democracias IEP é um desafio académico lançado pelo IEP, em que se convidam escolas de Norte a Sul do país a formar equipas constituídas por alunos e Professores e a assumir o papel de uma delegação de um Estado democrático que representam numa grande “Cimeira das Democracias” imaginária, mas possível. Nessa Cimeira, os delegados apresentam uma “Declaração de Estado” e debatem os temas em foco escutando os pontos de vista de outros “Estados”, tentando – apesar de todas as divergências – chegar através do diálogo, da boa argumentação e da negociação política a um consenso, ou seja, a uma Declaração conjunta. O debate acontece, após uma apresentação inicial de cada Delegação, em Comissões Especializadas e finalmente numa grande Assembleia Geral com votações e perguntas de jornalistas.


 

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