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Nuno Teotónio Pereira - A arte na cidadania

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Foram muitas e justas as referências à importância de Nuno Teotónio Pereira na renovação da arquitetura portuguesa. O papel que desempenhou foi fundamental.

Como salientou Ana Tostões: «ao longo da sua vasta produção manteve-se fiel a uma criação implicada com o real, com o lugar e as pessoas. Do compromisso social ao político é esse o sentido de uma obra aberta à participação» (DN, 21.1.16). A compreensão do lugar das pessoas e da sua dignidade e o desígnio da justiça e da solidariedade são elementos cruciais na vida do prestigiadíssimo profissional. E todos nos lembramos da saída dos presos políticos de Caxias. O facto de o arquiteto estar entre eles representou que a cidadania e a liberdade, a coerência criadora e a compreensão da relação entre as pessoas e as cidades se ligam indelevelmente. O percurso pessoal é esclarecedor, desde a Escola de Belas-Artes de Lisboa, do I Congresso Nacional de Arquitetura (1948), da militância a favor da Carta de Atenas ou da experiência de Corbusier, do trabalho nas Habitações Económicas, dos quatro prémios Valmor, do Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR) simbolizado na igreja do Sagrado Coração de Jesus, mas também do jornal clandestino «Direito à Informação» ou da Comissão de Socorro aos Presos Políticos… - tudo merece atenção como um conjunto significativo. O depoimento no livro «Liberdade da Cultura» fala por si. Eis o que nos diz: «embora contasse, entre os seus membros, amigos já de longa data (como o grupo do “Tempo e o Modo”), muitos deles companheiros nas lutas em que eu e a Natália estávamos envolvidos, tive ali a possibilidade de conviver com personalidades ímpares da intelectualidade portuguesa nos mais diversos domínios, analisando os acontecimentos e trocando opiniões – ora convergentes, ora divergentes. Isto, porque os momentos que o país atravessava eram de clarificação de posições e de separação de águas, no tempo em que o Centro Nacional de Cultura era dirigido por Francisco Sousa Tavares e pela Sophia. Alguns, ainda acreditando na Primavera Marcelista, outros francamente envolvidos na oposição ao regime. A cooperativa Pragma, por exemplo, em que eu estava com o Mário Murteira, o João Gomes e muitos outros, fora já encerrada pela PIDE em 67, mas o apoio financeiro da Associação (para a Liberdade da Cultura) ajudou a que prosseguisse clandestinamente a sua atividade ainda durante algum tempo. (…) Efetivamente a Associação e o CNC eram uma casa só, onde a luta contra a ditadura e a guerra colonial encontravam cada vez mais acolhimento, paredes meias com a sede da Pide…».


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