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Nota de Abertura - Equilíbrio e moderação

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Esta edição de Nova Cidadania abre com um notável artigo do nosso fundador e Presidente do Conselho Editorial, Mário Pinto. O texto conclui uma trilogia que vinha sendo publicada na nossa revista acerca do papel do Estado numa sociedade livre e solidária. E exprime também uma batalha moral e cultural que distingue desde sempre o nosso querido Amigo Professor Mário Pinto.

João Carlos Espada

Esta edição de Nova Cidadania abre com um notável artigo do nosso fundador e Presidente do Conselho Editorial, Mário Pinto. O texto conclui uma trilogia que vinha sendo publicada na nossa revista acerca do papel do Estado numa sociedade livre e solidária. E exprime também uma batalha moral e cultural que distingue desde sempre o nosso querido Amigo Professor Mário Pinto.

Desde os tempos da resistência do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, contra o autoritarismo de Salazar, passando pelos tempos da Assembleia Constituinte de 1975-76 e da resistência ao totalitarismo comunista, Mário Pinto tem sido sempre um destacado e corajoso defensor da liberdade responsável, sob a inspiração da doutrina social da Igreja Católica. Isso mesmo foi assinalado por Manuel Braga da Cruz, em Junho de 2013, na cerimónia de entrega a Mário Pinto do Prémio Fé e Liberdade — que o Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa atribui anualmente no Estoril Political Forum (que a 27-29 de Junho deste ano realiza a sua 24ª edição e cujo programa incluímos nas páginas 33-35).

O texto que abre esta edição 59 da nossa revista é mais um testemunho inspirador do compromisso de vida de Mário Pinto para com a liberdade ordeira e responsável. E é um testemunho que é hoje de novo particularmente necessário. Sectores de extrema-esquerda, que actualmente apoiam o Governo socialista, puseram em marcha uma campanha sectária contra o ensino particular. O artigo de Mário Pinto, escrito muito antes dos recentes episódios, põe a nu as origens intelectuais anti-personalistas e autoritárias do pensamento que subjaz aos recentes ataques contra a liberdade de educação.

Outro tema central desta edição é o debate britânico sobre o referendo acerca da permanência na União Europeia. Optámos por seguir as estritas regras britânicas de imparcialidade — a que intrigantemente chamam Purdah, uma expressão de origem Persa. Publicamos assim quatro artigos, dois em defesa da saída e dois em defesa da permanência, quase exactamente da mesma dimensão e todos paginados com igual destaque.

Gostaríamos que esta opção fosse entendida como expressão do nosso respeito pela seriedade do debate em curso nas Ilhas Britânicas. Quando muitos países do continente europeu e os próprios EUA parecem estar a ser vítimas de extremismos populistas de sinal contrário, no Reino Unido está a decorrer um debate de rara elevação.

Terá certamente as suas expressões mais radicais, como inevitavelmente acontece em vastos debates públicos de massas. Mas, na liderança de ambos os lados estão políticos e intelectuais moderados, como os nossos amigos que autorizaram a publicação dos seus artigos nesta edição de Nova Cidadania. Qualquer que possa ser o resultado do referendo de 23 de Junho, há pois esperança de que ambos os lados possam manter um ambiente de equilíbrio e moderação, evitando os populismos anti-europeus que crescem no continente.

Porque, como os seus artigos aqui revelam, de ambos os lados existem argumentos moderados, favoráveis ao comércio livre e à democracia parlamentar. Mais curiosamente ainda, ambos os lados são contrários à incessante maior integração supranacional da União Europeia — uma espécie de dogma que no continente tende a ser identificado com a causa europeísta.

Infelizmente, o contrário do equilíbrio e da moderação tem estado a dominar o debate presidencial norte-americano. O proteccionismo e o intervencionismo arbitrário do Estado central são temas comuns aos estridentes candidatos Donald Trump e Bernie Sanders. O caso é particularmente intrigante no caso de Donald Trump, uma vez que poderá vir a ser o candidato republicano.

O nosso amigo George Nash, um dos grandes estudiosos da tradição republicana na América, amavelmente autorizou a publicação de um seu artigo recente sobre a complexidade dessa tradição. Um outro artigo, de um jovem historiador recém doutorado em Cambridge, explora as origens e evolução intelectual de uma das famílias daquela tradição, o chamado neo-conservadorismo.

Estes são apenas alguns dos variados temas que integram a presente edição de Nova Cidadania. Votos de boa leitura.


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