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Internacionalização: Uma Aposta Fundamental do IEP

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O esforço de internacionalização do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa recebeu, no início deste ano, um novo impulso: a admissão, como Membro Associado, no consórcio EUROPAEUM.

 

O esforço de internacionalização do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa recebeu, no início deste ano, um novo impulso: a admissão, como Membro Associado, no consórcio EUROPAEUM.

POR JOSÉ TOMAZ CASTELLO BRANCO

Professor do IEP-UCP

Internacionalização: Uma Aposta Fundamental do IEP

Este consórcio reúne dez das mais antigas e prestigiadas universidades europeias – como Oxford, Leiden, Bona, Bologna, Genebra (Instituto Superior de Estudos Internacionais), Sorbonne, Praga (Karlova), Madrid (Complutense), Helsinkia, e Cracóvia (Jagiellonian) – constitui uma distinção única no nosso país e, verdadeiramente, um reconhecimento da qualidade do ensino praticado no IEP. Mas, e o que talvez seja mais importante, a admissão como Membro Associado do consórcio EUROPAEUM constitui um incentivo para continuar o esforço de internacionalização que tem marcado a vida deste Instituto desde a sua primeira hora.

Na verdade, poder-se-ia imaginar que a internacionalização seria a continuação natural do projecto do IEP, depois da sua afirmação como instituição de referência nacional na área da Ciência Política e das Relações Internacionais. O que não seria de todo errado. Porém, no IEP, a internacionalização não é apenas uma consequência necessária desse processo: é muito mais que isso. A internacionalização está na própria origem deste Instituto. E é ela que, em larga medida, constitui a sua marca distintiva.

Será útil, portanto, recordar alguns traços desta marca. Desde logo, o Curso de Verão (Encontro Internacional de Estudos Políticos), que terá neste ano a sua 18ª edição. Este é um ponto alto do ano académico deste Instituto. 18 anos é um número expressivo porque revela bem da maturidade/maioridade desta iniciativa. Há 18 anos que o Professor João Carlos Espada consegue levar a bom porto esta iniciativa que permite a toda a comunidade académica do Instituto, desde alunos a professores, tomar parte numa experiência intelectual altamente intensiva e estimulante com personalidades de referência internacional. Mas note-se bem, esta é uma iniciativa que antecede a criação do próprio Instituto – e que o marca desde o seu início. Foi neste espírito de abertura à comunidade científica internacional que o IEP foi gerado.

Um outro momento de enorme importância do nosso calendário académico anual são as Palestras Tocqueville. Estas palestras têm-nos dado a oportunidade de aprender com lições magistrais de primeira água. Recordo, em particular, o privilégio de ter ouvido uma lição memorável de Hugh Trevor-Roper. Mas esta foi apenas a primeira de muitas. Os nomes dos palestrantes dizem bem da altíssima qualidade internacional destas palestras. Para além de Trevor-Roper, tivemos connosco Alfred Stepan, James Q. Wilson, Michael Novak, George Weigel, Christopher DeMuth, Sir Martin Gilbert, Timothy Garton-Ash, Robert P. George e, no ano passado, Anthony Kenny.

O melhor dos prémios é o reconhecimento da qualidade dos nossos alunos por universidades estrangeiras de referência, como Oxford, Cambridge, LSE, Harvard ou Chicago

Internacionalização: Uma Aposta Fundamental do IEPNão poderemos aqui relembrar a extensa lista de Professores com quem tivemos o privilégio de aprender, aqui, ao longo destes quase 15 anos, em Palestras e Seminários Intensivos. Seria demasiado longa a listagem de todos aqueles com quem tivemos a oportunidade de discutir. Recordaremos apenas, sobretudo para os mais novos alunos desta casa, alguns nomes que, porventura, conhecerão apenas dos livros: Seymour Martin Lipset, Irving Kristol, Eusébio Mujal-Leon, Francis Fukuyama, Jean-François Revel, Anthony O’Hear, Clifford Orwin, Larry Diamond, John Gray, Chandran Kukathas, John Tommasi, William Galston, John Kekes, Timothy Fuller, ou Harvey Mansfield. Todos quantos são movidos pela curiosidade intelectual ficaram certamente marcados pelo espírito de discussão franca, aberta, e o profundo estímulo intelectual que estas oportunidades têm constituído.

O intercâmbio de estudantes é, também, uma peça fundamental deste esforço de internacionalização. E são vários os veículos que o IEP tem aberto neste domínio.

No âmbito do programa Erasmus, o Instituto tem acordos estabelecidos com várias universidades europeias que vão desde o Sul Europeu (Itália), ao centro (França e Alemanha, Eslováquia) até ao Norte – celebrámos recentemente um acordo com a Universidade de Tallinn, na Estónia. Temos um lote de alunos nossos que concorrem regularmente todos os anos e, temos vindo, de forma sustentada, a registar um crescendo no número de alunos estrangeiros que nos procuram. E note-se, não só europeus. Para além do contingente regular de alunos brasileiros, estamos neste momento a considerar candidaturas de outros países sul-Americanos.

Mas, no âmbito do intercâmbio, as nossas iniciativas não se esgotam no programa Erasmus. Para além dos canais já abertos com universidades como as de Georgetown (EUA) ou King’s College (RU) o Instituto de Estudos Políticos pode orgulhar-se de poder oferecer, anualmente, uma Visiting Scholarship na Universidade de Oxford a dois dos seus alunos de Mestrado e Doutoramento, que inclui uma bolsa de estudos que cobre os custos com propinas e alojamento. Este programa de parceria com Oxford inclui ainda a possibilidade de oferecer duas Visiting Fellowships aos membros do corpo docente do IEP, naquela que é uma excelente oportunidade para o desenvolvimento dos seus próprios projectos de investigação.

Estes são traços distintivos que marcam este Instituto – e do qual nós muito nos orgulhamos. São traços distintivos porque nos distinguem, porque nos tornam diferentes. E, porventura, melhores. E, sim, associado a tudo isto há aqui uma cultura de esforço e de mérito. E nós regozijamo-nos quando o esforço e o mérito são reconhecidos – internacionalmente, claro está. Refiro-me em particular ao facto de, no ano passado, termos sido reconhecidos como uma das “Leading Public Policy Research Organisations in the World”. Refiro-me aos prémios internacionais que já alcançámos. E refiro-me, sobretudo, ao que é, talvez o melhor dos prémios, que é o reconhecimento da qualidade dos nossos alunos por universidades estrangeiras de referência, como Oxford, Cambridge, LSE, Harvard ou Chicago.


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