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Brasil e América Latina - O Mito da Democracia em Risco

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O processo de desconsolidação da democracia em três momentos

A democracia é um mito. Termos como “mito” e “lenda” começam a aparecer na literatura especializada em política com viés empírico (Mounk, Bartells, Achen). Dizer isso não é ser contra a democracia, é compreende-la na sua natureza ontológica. Mito não é sinônimo de mentira, mito é estrutura que organiza a percepção do mundo, seu passado, seu presente, seu futuro, enfim, atribui sentindo ao devir de elementos que compõem a realidade. Democracia é mito político, não cosmogônico ou escatológico, apesar de que nas suas formas mais radicais, utópicas, a democracia carrega em si um sentido escatológico em que o “povo” encontrará, enfim, a harmonia plena dos bens, da pro- dução desses, dos afetos, das ideias, das instituições, dos territórios.

Perceber o caráter mítico da democracia é fundamental, também, para perceber suas fraquezas, contingencias e possível dissolução no horizonte. Sim, a demo- cracia poderá acabar um dia. Como todo mito, pode perder força de aglutinação de sentido na sua relação com os dados da realidade. O mundo empírico pode prova-la mítica, e ai, virará assunto de psicologia dos mitos, história das religiões, ou mesmo esoterismo.


 

A Terceira República em Itália - A última estação de uma democracia ingovernável?

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‘’Se queremos que as coisas fiquem como estão, as coisas terão de mudar’’

A imprensa italiana, os atores políticos, os cidadãos e muitos intelectuais em Itália insistem em considerar o início da presente legislatura como um ponto de viragem na história do país, chamando-lhe de ‘’Terza Repubblica’’ (a Terceira República). O nome é problemático, pelo menos de um ponto de vista formal: de facto, não há nem uma nova Constituição nem alterações estruturais à vigente. Contudo, a arena política italiana foi suficientemente transformada nas úl- timas décadas para justificar parcialmente o uso dessa denominação.

Depois de vos contar uma breve história das Repúblicas italianas, de modo a vos deixar mais confortáveis com alguns períodos políticos, irei sugerir-vos a famosa citação no Leopardo de Tomasi di Lampedusa: ‘’Se queremos que as coisas fiquem como estão, as coisas terão de mudar’’, que pode- rá ser ainda válida nesta nova estação da ingovernável democracia italiana.


 

Dossier - Desafios da Construção da Democracia (Liberal) na África Subsaariana

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A África Subsaariana é a região do mundo mais questionada em matéria da viabilidade do processo da construção democrática

O Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa é um Centro de Excelência no estudo do sistema democrático, cuja abordagem, compreensão, construção e consolidação têm na liberdade, na igualdade entre os cidadãos, no respeito pelas leis e pela justiça os seus pressupostos fundamentais e incontornáveis. Estes princípios, que terão emergido de experiências de administração das cidades-estado de Atenas e Roma antigas, evoluíram e se estruturaram com as lições das revoluções ocidentais ocorridas em Inglaterra, na América e em França, definindo uma tradição de liberdade que hoje constitui o fundamento do pensamento politico moderno.

A construção democrática tem-se materializado por fases (ou por vagas) e, já no rescaldo da guerra fria, com a queda do murro de Berlin e o desmoronamento do império soviético, uma onda de grande euforia levou a que se admitisse a inevitabilidade deste regime, e que todas as sociedades lá chegariam. O tempo tratou rapidamente de relativizar esse convencimento, e demonstrar que, mesmo continuando a merecer a preferência da maioria dos povos e sociedades, em relação aos seus valores e princípios, a democracia liberal também atrai oposição e não é um ponto obrigatório e inevitável de chegada. Existe a oposição de um eleitorado nacional descontente e insatisfeito, e de outras nações e sociedades perante a pretensa universalidade deste sistema.


 

A Construção do Estado Pós-Colonial em África e os desafios do Renascimento Africano

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Para si, o que é ser africano? Falava-se, inevitavelmente, de identidade versus globalização. Respondi com uma pergunta: - E para si, o que é ser europeu?

Ao prefaciar a obra historiográfica da brasileira Leila Hernandez com o sugestivo título “África na Sala de Aula: Visita à História Contempo- rânea”, o renomado escritor moçambicano Mia Couto conta, em primeira pessoa, a seguinte experiência: «Aconteceu num debate, num país europeu. Da assistência, alguém me lançou a seguinte pergunta: Para si, o que é ser africano? Falava-se, inevitavelmente, de identidade versus globalização. Respondi com uma pergunta: - E para si, o que é ser europeu? O homem gaguejou. Não sabia responder. Mas o interessante é que, para ele, a questão da definição de uma identidade se colocava naturalmente para os africanos. Nunca para os europeus. Ele nunca tinha colocado a questão ao espelho». 1 Este pequeno episódio traz à luz uma questão provocadora: Quando se fala de África, de que África estamos falando? Terá o continente africano uma essência facilmente capturável? Haverá uma substância exótica que os caçadores de identidades possam recolher como sendo a alma Africana? 2 A cilada está dentro desta mesma pergunta.«Afinal é a própria pergunta que necessita ser interrogada. São os pressupostos que carecem ser abalados. E onde se enxergam essências devemos aprender a ver processos históricos, dinâmicas sociais e culturais em movimento». 3 Esta premissa permite-nos fazer o enquadramento metodológico da nossa abordagem sobre a construção do Estado pós-colonial em África e os desafios do renascimento africano. O Estado pós-colonial - e os seus respectivos processos e dinâmicas históricas e políticas - vai ser a categoria fundamental deste estudo sem perder de vista a perspectiva do tema do painel: “Africa, the rising continent”. O nosso intento é de ensaiar aqui um esforço de desconstrução discursiva e ideológica que nos permita trilhar por um paradigma menos essencialista e mais dinamicista da realidade Africana.


 

Konrad Adenauer Memorial Dinner - Patriotismo, Cosmopolitismo e Democracia

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Para Adenauer, a construção de um estado democrático no solo Alemão, que viveria em paz e harmonia com os seus vizinhos Europeus, estava umbilicalmente ligada à integração e cooperação estreitas com a sua vizinhança

Gostaria por começar, antes de mais, por expressar, em nome da Fundação Konrad Adenauer, o nosso agradecimento pela oportunidade de patrocinar o Estoril Political Forum. Penso que todos concordaremos que o Forum é um encontro extraordinário e estimulante sobre vários tópicos relevantes acerca de

Gostaria também de vos agradecer pela dedicação do último jantar à memória de Konrad Adenauer. Konrad Adenauer foi o pai fundador da Alemanha do pós-Guerra, primeiro como presidente da Assembleia Parlamentar da Alemanha Ocidental, que esboçou a Lei Básica, a Constituição da República Federal, em 1948/49; e, de Setembro de 1949 adiante, aos 73 anos, tornou-se por 14 anos no primeiro Chanceler da República Federal até Outubro de 1963. Adenauer não foi, contudo, o único arquitecto da reconstrução da Alemanha moderna. Ele construiu este país sobre um pilar essencial, que foi o da integração Europeia. Para Adenauer, a construção de um estado democrático no solo Alemão, que viveria em paz e harmonia com os seus vizinhos Europeus, estava umbilicalmente ligada à integração e cooperação estreitas com a sua vizinhança, especialmente França. Adenauer tornou-se, portanto, num dos principais arquitectos do processo de integração europeia, junto, claro, com outros como Robert Schuman, de França, e Alcide de Gasperi, de Itália.


 

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