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No 40º aniversário do 25 de Novembro

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Na nossa história, houve datas civis que tiveram o seu tempo, viveram e morreram.

Algumas, mal ou bem, subsistem com forma ou vigor, como o 10 de Junho, o 1o de Maio e o 25 de Abril. Outras desapareceram, como o 24 de Julho, o 9 de Abril e o 11 de Novembro. Umas foram afastadas por repulsa, como o 28 de Maio, enquanto outras se arrastaram através dos anos como o 1o de Dezembro e o 5 de Outubro.

Há datas exemplarmente nacionais, outras marcadamente políticas, outras ainda de carácter social. De umas datas fizeram-se feriados, outras já não o são. O tempo apaga, o tempo esbate, mas o tempo também consolida. A história da definição de cada uma destas datas é sempre curiosa. Comemoração ou propaganda, evocação cultural ou festividade de circunstância: há de tudo.Numa breve lista de datas com significado, o 25 de Novembro de 1975 é a mais recente. É também uma das que mais rapidamente alguns querem apagar. A ponto de, sem precedentes, o Parlamento ter considerado que não se deveria comemorar. Nem sequer realizar uma simbólica sessão de discursos de circunstância.


 

O 25 de Novembro, 40 Anos Depois

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Não vou gastar muito do vosso e do meu tempo com recordações ou análises do que aconteceu há 40 anos. Parece-me, no entanto, indispensável sublinhar que, nessa altura, se viveu um dos capítulos mais intensos e de resultados mais incertos do que se convencionou chamar-se o PREC.

O “Processo Revolucionário” atingiu então uma aceleração, comparável à verificada, meses antes, a 11 de Março. Em Novembro, no entanto, a luta pelo poder efetivo, pelo poder representado pela detenção das armas, foi mais profunda e teve consequências mais duradouras, quer ao nível das Forças Armadas e das forças político-partidárias, quer no que respeita à construção do regime democrático.

No Expresso, então o único meio de comunicação social de âmbito nacional não controlado pelo PCP ou por correntes de extrema esquerda, apercebemo-nos do que estava a suceder e do que poderia vir a suceder. E, a partir de 5 de Novembro, passámos a bi-semanário: saindo ao sábado, como sempre, e, lançando, à quarta-feira, o Expresso Extra.


 

O PS não só saltou o muro, como se instalou no outro lado

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Mário Soares sempre falou do 25 de Novembro como a reposição da pureza original do 25 de Abril.

Sejamos claros: toda a gente foi a favor do 25 de Abril, menos um punhado de adeptos do antigo regime. Essa unanimidade baseou-se no facto de o programa do MFA ter uma abrangência de liberdade e diversidade que todos abarcava. Um ano e meio depois, no 25 de Novembro, o país estava dividido. Houve vencedores e perdedores. Curioso é o facto de o principal vencedor querer agora estar ao lado dos vencidos.

O PS, ao tentar boicotar qualquer comemoração dos 40 anos da data que devolveu a democracia plena a Portugal, não só pondo fim às tentações hegemónicas e totalitárias do PCP como mantendo intactos os direitos de quem queria impor essa linha ao país, saltou definitivamente o muro e instalou-se do outro lado.


 

O 25 de Novembro e a opção ocidental

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Por que motivo estarão tantas pessoas a evocar o 25 de Novembro — sem subsídios do Estado, ou sequer de partidos políticos?

Na próxima quarta-feira, depois de amanhã, terão passado 40 anos após o 25 de Novembro de 1975. A efeméride tem sido assinalada por um vasto programa de iniciativas da sociedade civil, impulsionado por uma comissão constituída por António Barreto, João Salgueiro, Luís Aires de Barros, (General) Luís Valença Pinto, Manuel Braga da Cruz e (General) Vasco Rocha Vieira.

O primeiro dos quinze eventos previstos no programa teve lugar a 17 de Setembro, na Sociedade de Geografia de Lisboa, com uma intervenção de João Salgueiro sobre “Impactos do 25 de Novembro: Portugal no contexto europeu”. A última sessão terá lugar na Fundação Gulbenkian, pelas 9h30 (da manhã) de dia 4 de Dezembro. Um primeiro painel incluirá Maria João Avillez, Dinis de Abreu, José Manuel Fernandes e Mário Mesquita. O segundo e último painel terá como oradores Artur Santos Silva, Vasco Rocha Vieira, António Barreto e Francisco Pinto Balsemão.


 

Churchill e a Europa: Eurocético ou Europeísta?

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“Nós estamos ligados, mas não combinados. Nós estamos interessados e associados, mas não absorvidos.”

V ou falar sobre outra grande instituição britânica esta noite, Sir Winston Churchill. E neste momento pensei que valia a pena fazer alguns comentários sobre a relação de Churchill com a Europa. Como todos sabem, o Primeiro-Ministro David Cameron comprometeu-se a realizar um referendo sobre a ade- são britânica à UE até ao final de 2017. Por conseguinte, achei que seria um momento oportuno para examinar – muito brevemente – qual era a posição de Churchill sobre esta matéria.

Tradicionalmente, Eurocéticos e Europeístas disputaram Churchill, cada um deles capaz de encontrar provas nas suas palavras e textos para apoiar a sua posição. A realidade – como sempre – é mais complicada. Vamos então olhar para o que Churchill disse realmente.


 

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