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Ensaio IDL

O Futuro da NATO Frente às Novas Ameaças

Raquel da Costa Gatta

Raquel da Costa Gatta

Mestre IEP-UCP; Assistente de Direcção, IEP-UCP

As ameaças actuais são mais frequentemente não-convencionais e a NATO deveria ser capaz de se adaptar e reajustar em conformidade.

A NATO enfrenta no presente, e desde o fim da Guerra Fria, algumas das ameaças mais sérias à sua estabilidade e ao cumprimento dos objetivos de proteção dos seus Estados membros. As ameaças à sua estabilidade advêm da periferia, mas também de dentro, e torna-se portanto necessário que os membros da NATO demonstrem estarem ‘na mesma página’ em questões fundamentais, de modo a permitir assegurar uma ação e postura fortes e articuladas. Os ‘Estados inimigos’ tradicionais já não são os mesmos; surgiram ‘inimigos sem Estado’ e países como a China têm aumentado dramaticamente a sua influência no mundo, através de uma abordagem de soft power, que poderá eventualmente vir a ser apoiado por fortes forças militares se necessário.

Ensaio

Os Desafios da Construção dos Estados/Nação em África

Rui Cruz

Rui Cruz

Professor Universitário Jubilado

O desafio da identidade e unidade nacional, inerente à constituição de um Estado-Nação é um processo, ainda, em formação e com grandes desafios a vencer.

Os países africanos da região subsahariana, incluindo o Angola, vivem grandes desafios na luta pela sua afirmação como países independentes e soberanos, num contexto internacional complexo e com riscos de regresso aos conflitos étnicos, religiosos e fronteiriços.

Os recentes conflitos internos da Etiópia, do Sudao, da República Centro-Africana ou a situação mais preocupante da República Democrática do Congo (ex Zaire) onde se revivem momentos de instabilidade, que continuam por resolver e que ameaçam a estabilidade dos 8 países que com ele fazem fronteira, mas todos com menor dimensão que os 2.511km com Angola, são exemplos desses riscos.

Ensaio

Guerra Híbrida e as novas Ameaças Cíbridas

Manuel Poêjo Torres

Manuel Poêjo Torres

Doutorando IEP-UCP, Bolseiro IEP-UCP

Cultivar uma compreensão profunda do inimigo e da sua estratégia é, e sempre será, um pré-requisito para a vitória.

Todas as políticas, estratégias e táticas Chinesas resultam de um processo histórico iniciado há vários milénios. Desde então, a guerra de guerrilha evoluiu de acordo com as necessidades dos diferentes contextos históricos. O modelo de Guerra Híbrida da China é o ponto culminante atual de teorias antigas, clássicas e modernas sobre guerras indiretas e movimentos de guerrilha, orquestrados pelo brilhantismo estratégico do Mestre Sunzi, T.E. Lawrence e Mao Tse-Tung. Se alguém considerasse guerras indiretas como as guerras do futuro, então a Arte da Guerra de Sun Tzu teria atingido seu expoente máximo na 2ª metade do séc. XX, tendo em conta que os ensinamentos presentes nesta obra ajudaram a desenhar os múltiplos novos contornos da geopolítica moderna. Cultivar uma compreensão profunda do inimigo e da sua estratégia é, e sempre será um pré-requisito para a vitória. Ainda assim, a China reconheceu atempadamente que o conhecimento ou a superioridade militar por si só não garantiriam a vitória na guerra. Hoje, “vencer” significa instrumentalizar o ambiente das informações, compreender a mecânica do(s) centro(s) de gravidade do adversário, explorar as fraquezas, aproveitando as condições do espaço de batalha, sempre evitando combates decisivos.

Ensaio

O que ‘China na África’ ensina sobre a democracia nos países em desenvolvimento

Pamela Machado

Pamela Machado

Aluna de MA, IEP-UCP; Investigadora CIEP

De forma generalizada, as conclusões apontam para a forte interdependência econômica entre China e África.

Durante o último ano, estive a estudar a fundo relações Sino-Africanas no contexto dos países lusófonos, e minha busca por entender a crescente influência chinesa na África tem sido um exercício muito produtivo para pensar sobre o estado da democracia para além do ocidente, principalmente no mundo em desenvolvimento. Consequentemente, também me fez pensar sobre o que é necessário ser feito para garantir o desenvolvimento democrático em partes do mundo onde presença de pobreza, corrupção, violência e outras mazelas fazem que as realidades política e socioeconômica não possam ser desvinculadas.

Ensaio

200 anos da morte de Napoleão Bonaparte (15 Agosto 1769 - 5 Maio 1821)

Pedro S.F. de Avillez

Pedro S.F. de Avillez

Historiador; Fundador da Editora Tribuna da História

Todos os seus atos foram recolhidos, analisados e discutidos. Todas as suas alegadas palavras também.

Explicar o momento histórico vivido com ‘a Época Napoleónica’ é uma tarefa bem difícil pela asfixiante bibliografia a estudar. No princípio do século XX Jacques Bainville dizia que uma boa biblioteca napoleónica deveria ter uns 10.000 livros, mas já a Napoleonischen Zeiltalters de Kircheisen em Berlim referia mais de 100.000 obras em 1908. Jean Tulard, o reputado historiador de Napoleão neste século XXI, diz que serão agora mais de 200.000 títulos! De facto, depois de Jesus Cristo, nenhuma figura Histórica foi mais abordada em literatura em biografia, ou trabalhos de História, que a pessoa, a vida e as obras de Napoleão Bonaparte! Para o bem, e para o mal...

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